A Aston Martin completou uma estreia difícil sob o novo regulamento da Fórmula 1. Fernando Alonso e Lance Stroll passaram grande parte desse período fora da zona de pontuação.
O AMR26 sofreu com a quilometragem limitada no inverno e com vibrações persistentes. Uma atualização na Hungria ofereceu uma melhor referência para o meio do pelotão antes da pausa de verão.
Os testes de inverno deixaram a equipe com pouca quilometragem.
A Aston Martin completou a menor quilometragem durante os testes de pré-temporada. Problemas no chassi e na unidade de potência reduziram o tempo disponível para simulações de corrida e comparações de acerto. As voltas perdidas no inverno afetam mais do que apenas a preparação do piloto. Os engenheiros também perdem oportunidades de testar o sistema de arrefecimento, o consumo de energia e o comportamento dos componentes em uma distância de corrida. Consequentemente, a equipe chegou ao primeiro Grande Prêmio com menos verificações concluídas do que o planejado. Problemas que poderiam ter surgido durante os testes persistiram nos fins de semana de competição.
As equipes rivais desenvolveram seus carros durante o mesmo período inicial difícil. A Aston Martin solucionou problemas enquanto se preparava para cada novo circuito. A Aston Martin começou a temporada com menos quilometragem de testes do que todas as rivais. Interrupções mecânicas reduziram as simulações de corrida necessárias para verificar o AMR26 em distâncias de prova. A equipe chegou à primeira etapa sem dados suficientes de vários sistemas. Essa escassez afetou o trabalho de acerto, pois os engenheiros tiveram que resolver problemas de confiabilidade e desempenho simultaneamente. Uma mudança que melhora o equilíbrio tem valor limitado se o carro não consegue completar a sessão. Os pilotos também precisam de voltas repetidas para entender o comportamento dos pneus durante um stint completo. A falta dessas sequências aumentou a pressão em cada treino de sexta-feira. O difícil período inicial foi resultado de uma série de problemas interligados, e não de um fim de semana isolado.

A vibração tornou-se o principal problema técnico.
Ambos os pilotos relataram vibrações persistentes provenientes do novo pacote aerodinâmico. O movimento afetou a confiança e dificultou o controle do carro em diversos tipos de curvas. A vibração também pode complicar o funcionamento de sensores e outros componentes. A equipe precisava identificar se cada sintoma tinha uma origem específica ou se vinha de várias áreas interligadas. Alonso e Stroll forneceram feedbacks com base em estilos de pilotagem distintos. A comparação dos comentários com os dados coletados ajudou os engenheiros a restringir a busca pela causa.
O problema persistiu ao longo de diferentes fins de semana. Essa consistência tornou-se uma prioridade para a equipe, antes que ela pudesse extrair um desempenho mais normal do chassi. A vibração persistente tornou-se uma queixa comum entre Alonso e Stroll. Ela afetava a confiança, pois o carro não fornecia uma referência estável na entrada das curvas. A vibração também pode perturbar componentes, sensores e a visão do piloto em curvas rápidas. Os engenheiros compararam inspeções físicas com dados de ambos os carros após cada sessão. Estilos de pilotagem distintos ajudaram a revelar quais sintomas apareciam independentemente da técnica. O trabalho exigiu paciência, pois um movimento visível pode ter várias causas relacionadas. A Aston Martin não podia simplesmente reduzir o desempenho até que o carro se comportasse de forma estável. O conjunto ainda precisava de carga e velocidade suficientes para competir com o pelotão intermediário quando a confiabilidade permitisse.
Mônaco proporcionou a melhor chegada de Alonso
Alonso terminou em décimo lugar em Mônaco, seu melhor resultado antes da pausa. O circuito estreito recompensava o posicionamento preciso e punia qualquer perda de confiança. O ponto conquistado não alterou a posição da Aston Martin na classificação, mas mostrou a importância de completar cada sessão com um carro estável.
Alonso lidera Stroll por nove a dois nas comparações de classificação. Ele também tem uma vantagem de seis a dois nas corridas em que ambos os pilotos receberam classificação direta.

Os números internos mostram Alonso extraindo mais do pacote. Eles não eliminam o problema maior da posição inferior da equipe entre os construtores.
Três fins de semana terminaram com os dois carros aposentados.
Austrália, China e Barcelona não permitiram uma comparação direta entre as corridas, pois nenhum dos Aston Martin completou a prova. Esses dois abandonos resultaram na perda de pontos e quilometragem valiosa. Um abandono também reduz o período de coleta de dados para desenvolvimento posterior. Os componentes não podem ser avaliados ao longo da distância planejada quando o carro para antes do tempo. Perdas repetidas aumentam a pressão nas sessões de treinos livres seguintes. O trabalho de confiabilidade continua em paralelo à busca por um acerto mais rápido.
A Aston Martin entrou no intervalo na penúltima posição da classificação de equipes. A posição reflete tanto fins de semana ruins quanto oportunidades perdidas por corridas incompletas. Um carro mais leve e substancialmente revisado apareceu na Hungria, depois que a especificação original apresentou dificuldades. Stroll terminou em décimo terceiro, e o fim de semana ofereceu uma referência mais forte do que várias etapas anteriores. O resultado não rendeu pontos, mas colocou o pacote atualizado mais perto do grupo principal. Adrian Newey descreveu o trabalho como um primeiro passo para entender o carro. O circuito de Hungaroring foi útil porque suas curvas encadeadas expõem rapidamente uma plataforma instável. Os engenheiros agora podem comparar os novos dados com a especificação inicial em níveis de combustível semelhantes. Essa comparação guiará as próximas mudanças, em vez de depender apenas da impressão do piloto.
A Hungria ofereceu uma base de referência mais útil.
Stroll alcançou o décimo terceiro lugar na Hungria, após a Aston Martin apresentar um AMR26 atualizado. O carro ainda estava fora da zona de pontuação, mas mais próximo do grupo principal do pelotão intermediário. O Hungaroring exige um desempenho consistente em curvas encadeadas. Uma plataforma mais estável ajudou os pilotos a manter a velocidade em sequência, em vez de se basearem apenas na avaliação de uma única curva. Um fim de semana não garante a solução de todos os problemas. Ele fornece aos engenheiros uma base melhor para avaliar o trabalho realizado durante a pausa de verão.
A atualização agora pode ser comparada com os dados das primeiras corridas. Essa análise permitirá separar os ganhos reais dos efeitos causados pelo traçado do circuito. Em Zandvoort, o chassi revisado será combinado com a atualização planejada da unidade de potência Honda. A inclinação da pista e as cargas sustentadas nas curvas fornecerão uma nova referência de vibração. A consistência nos treinos é essencial, pois outro fim de semana interrompido mascararia o efeito das novas peças. A vantagem de Alonso na classificação mostra o quanto ele conseguiu extrair de um pacote complexo. O resultado de Stroll na Hungria fornece a referência mais recente de uma corrida completa para a atualização. Nenhuma das comparações internas altera a baixa posição da Aston Martin no campeonato de construtores. Completar voltas e somar pontos continua sendo os objetivos imediatos da equipe. Portanto, a segunda metade da temporada começa com um pacote técnico definido e uma clara desvantagem competitiva.
Está prevista uma atualização da unidade de potência para Zandvoort.
A Aston Martin prevê uma atualização da unidade de potência quando as corridas retornarem no Grande Prêmio da Holanda. O evento acontece de 21 a 23 de agosto em Zandvoort. Mike Krack afirmou que a equipe está avaliando o desempenho ainda disponível no conjunto. Os resultados consistentes obtidos até o momento corroboram esse trabalho, em conjunto com as novas peças. As curvas inclinadas e as rápidas mudanças de direção de Zandvoort representarão mais um teste exigente. A estabilidade na entrega de potência é crucial, pois diversas curvas submetem o carro a uma carga constante.
A Aston Martin inicia a segunda metade da temporada perto da parte inferior da tabela de classificação, após diversos problemas de vibração e abandonos. A confiabilidade continua ligada ao desempenho, pois a vibração afeta a confiança do piloto. Treinos repetidos revelam o desgaste dos pneus no carro revisado da Aston Martin. As curtas sessões de classificação oferecem uma referência diferente das simulações de corrida mais longas. Alonso e Stroll contribuem com feedbacks distintos quando ambos os carros completam o mesmo programa. O Grande Prêmio da Holanda acontece após a pausa de verão em Zandvoort. Suas inclinações e mudanças de direção mais rápidas diferem do traçado de Hungaroring. A Aston Martin inicia esse fim de semana com uma recente pontuação conquistada e mais trabalhos de confiabilidade no AMR26.
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